4. As modelagens eletrônicas atualmente
[6] 
Passei a apresentar as modelagens como parte integrante do meu trabalho. O cliente escolhe os ângulos enviados por e-mail e, assim, tem a oportunidade de visualizar o desenho e o projeto antes do seu início. Muitas vezes, ele volta atrás para rever alguma coisa do projeto que não está lhe agradando, ou ainda acaba usando os ângulos (visada, vista, como queiram) obtidos para fazer uma pré-entrega ou, até mesmo, usar na apresentação final [6].
No caso de empreendimentos imobiliários, esse processo é extremamente importante, pois se podem buscar rapidamente ângulos que enriqueçam ou valorizem mais o “produto”. Ás vezes são necessárias inúmeras tentativas até “achar” (posicionar câmera e observador) o ângulo ideal.
[7]
Ainda hoje, trato as modelagens apenas como base para o trabalho. Portanto, alerto meus clientes sobre possíveis imperfeições, o que não ocorre nas modelagens feitas para renderizações eletrônicas, feitas ou exportadas para outros programas gráficos, e que necessitam de precisão para receber os materiais e texturas. Dependendo do prazo, por exemplo, não vale a pena modelar todos os móveis exatamente como são nas referências escolhidas pelo arquiteto/decorador, principalmente cadeiras e sofás. Eu, freqüentemente, uso blocos prontos que sejam apenas parecidos com os reais, e acerto os detalhes e diferenças na mão. Quando há tempo e muitas repetições (uma mesa de jantar com 12 cadeiras clássicas, por exemplo) [7], opto por desenvolver mais os blocos, embora isso possa aumentar o custo do desenho. Até inserir pessoas é interessante porque já cria a noção de escala e profundidade.
Mesmo assim, penso que o período em que passei fazendo as perspectivas “na raça” (como gosto de dizer), que deve corresponder à cerca de 20% ou 30% da quantidade de desenhos de meu portifólio, foi essencial para o desenvolvimento do meu traço e personalidade de desenho. Sem essa habilidade também não seria possível fazer croquis de apresentação e, certamente, os desenhos seriam muito duros e menos gestuais. Além disso, apesar da ajuda dos feras que mencionei anteriormente, eu mesmo “acho” os ângulos nas modelagens - pela prática manual adquirida anteriormente. Ás vezes, basta uma passada de olhos em um desenho em desenvolvimento para que eu encontre facilmente linhas tortas ou fora do ponto de fuga. Por isso, sempre incentivo o aprendizado ou o exercício de desenhos à mão livre para compensar a falta de flexibilidade das modelagens.
[8]
Acertadamente, o tal Paul Stevenson, mencionado no último artigo, observou que o uso do computador como ferramenta de trabalho para lustradores (como já era para arquitetos) seria não só uma opção, mas uma necessidade, na medida em que quanto maior for à capacidade de especulação sobre um tema, maior a força expressiva de sua arte. Ao meu ver, as inúmeras possibilidades de criação de ângulos que uma modelagem eletrônica pode oferecer enriquecem muito o resultado final do processo e elevam a qualidade de atendimento na prática do desenho de arquitetura [8].
Inevitavelmente, comecei a falar de um assunto interessante, mas que será estudado posteriormente: as diferenças conceituais e a escolha feita entre renderizações eletrônicas e perspectivas artísticas por arquitetos e pelo mercado imobiliário. Mas tentarei não fugir do roteiro. No próximo artigo pretendo complementar este tema com alguns exemplos e explicar como faço a montagem à grafite dos desenhos, após a escolha do ângulo, dando as primeiras pinceladas” sobre as técnicas.
Para quem conhece e é adepto do orkut.com, sugiro conhecer a comunidade “Croquis”, onde diversos temas ligados às ilustrações são discutidos e comentados por muitos estudantes, professores e profissionais.
Um abraço.

Passei a apresentar as modelagens como parte integrante do meu trabalho. O cliente escolhe os ângulos enviados por e-mail e, assim, tem a oportunidade de visualizar o desenho e o projeto antes do seu início. Muitas vezes, ele volta atrás para rever alguma coisa do projeto que não está lhe agradando, ou ainda acaba usando os ângulos (visada, vista, como queiram) obtidos para fazer uma pré-entrega ou, até mesmo, usar na apresentação final [6].
No caso de empreendimentos imobiliários, esse processo é extremamente importante, pois se podem buscar rapidamente ângulos que enriqueçam ou valorizem mais o “produto”. Ás vezes são necessárias inúmeras tentativas até “achar” (posicionar câmera e observador) o ângulo ideal.
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Ainda hoje, trato as modelagens apenas como base para o trabalho. Portanto, alerto meus clientes sobre possíveis imperfeições, o que não ocorre nas modelagens feitas para renderizações eletrônicas, feitas ou exportadas para outros programas gráficos, e que necessitam de precisão para receber os materiais e texturas. Dependendo do prazo, por exemplo, não vale a pena modelar todos os móveis exatamente como são nas referências escolhidas pelo arquiteto/decorador, principalmente cadeiras e sofás. Eu, freqüentemente, uso blocos prontos que sejam apenas parecidos com os reais, e acerto os detalhes e diferenças na mão. Quando há tempo e muitas repetições (uma mesa de jantar com 12 cadeiras clássicas, por exemplo) [7], opto por desenvolver mais os blocos, embora isso possa aumentar o custo do desenho. Até inserir pessoas é interessante porque já cria a noção de escala e profundidade.
Mesmo assim, penso que o período em que passei fazendo as perspectivas “na raça” (como gosto de dizer), que deve corresponder à cerca de 20% ou 30% da quantidade de desenhos de meu portifólio, foi essencial para o desenvolvimento do meu traço e personalidade de desenho. Sem essa habilidade também não seria possível fazer croquis de apresentação e, certamente, os desenhos seriam muito duros e menos gestuais. Além disso, apesar da ajuda dos feras que mencionei anteriormente, eu mesmo “acho” os ângulos nas modelagens - pela prática manual adquirida anteriormente. Ás vezes, basta uma passada de olhos em um desenho em desenvolvimento para que eu encontre facilmente linhas tortas ou fora do ponto de fuga. Por isso, sempre incentivo o aprendizado ou o exercício de desenhos à mão livre para compensar a falta de flexibilidade das modelagens.
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Acertadamente, o tal Paul Stevenson, mencionado no último artigo, observou que o uso do computador como ferramenta de trabalho para lustradores (como já era para arquitetos) seria não só uma opção, mas uma necessidade, na medida em que quanto maior for à capacidade de especulação sobre um tema, maior a força expressiva de sua arte. Ao meu ver, as inúmeras possibilidades de criação de ângulos que uma modelagem eletrônica pode oferecer enriquecem muito o resultado final do processo e elevam a qualidade de atendimento na prática do desenho de arquitetura [8].
Inevitavelmente, comecei a falar de um assunto interessante, mas que será estudado posteriormente: as diferenças conceituais e a escolha feita entre renderizações eletrônicas e perspectivas artísticas por arquitetos e pelo mercado imobiliário. Mas tentarei não fugir do roteiro. No próximo artigo pretendo complementar este tema com alguns exemplos e explicar como faço a montagem à grafite dos desenhos, após a escolha do ângulo, dando as primeiras pinceladas” sobre as técnicas.
Para quem conhece e é adepto do orkut.com, sugiro conhecer a comunidade “Croquis”, onde diversos temas ligados às ilustrações são discutidos e comentados por muitos estudantes, professores e profissionais.
Um abraço.



